domingo, 8 de janeiro de 2012

Vi em 2011: Super 8

Eu nasci no finalzinho dos anos 1980, mas posso dizer que um pouco da cultura daquela década influenciou minha infância durante os anos 1990. O cinema está incluído nisso. As crianças que passavam tardes assistindo filmes na Globo pegaram muito do que foi produzido na época, e só de lembrar dá uma saudade da minha infância... Filmes como "Os Goonies" e "E.T. - O Extraterrestre" estavam entre os favoritos da molecada, e a nostalgia só aumenta quando percebemos que hoje, em meio a tanta tecnologia que o cinema tem à disposição, não é produzido praticamente nada do tipo.

Super 8 vem para mudar esse quadro. Mais do que isso, o filme de J. J. Abrams (criador de "Lost") é uma homenagem às produções dos anos 80, em especial à obra de Steven Spielberg - que por sinal foi produtor executivo do longa, bem como produtor e diretor dos dois filmes citados no parágrafo anterior, respectivamente.

O longa, que estreou em agosto no Brasil (depois de dois meses da estreia nos EUA) conta a história de um grupo de garotos que está criando um filme para participar de um concurso. Para isso eles usam uma câmera Super 8 (daí o título), e aproveitam locações como a estação de trem da pequena cidade em que moram para dar mais veracidade à história. Numa dessas, o grupo de amigos presencia um grave acidente de trem, que muda suas vidas e a de toda a cidade dali em diante.

O filme tem todo um ar de mistério, pois, assim como os protagonistas, de início nós não sabemos o que está acontecendo de verdade. Objetos desaparecem, pessoas e cachorros somem de repente e uma grande quantidade de soldados americanos toma conta do local do acidente, deixando os moradores em polvorosa. Quando a história chega ao seu clímax, descobrimos finalmente o que tem causado o terror na cidadezinha, mas isso eu não vou contar, porque você vai ter que ver com seus próprios olhos...

"Super 8" está entre os meus filmes favoritos de 2011. O roteiro é bem amarradinho (apesar de eu não ter ficado convencido do que causou o incidente com o trem), tem um pouco de tudo que fazia um filme oitentista ser muito bom: drama, comédia, aventura e até uma pitada de romance. Eu recomendo a todos os que sentem saudade de uma história simples, sem grandes efeitos especiais (mais ou menos), e muito bem contada. E para aqueles que não sabem o que é um filme oitentista, vale a pena descobrir o que nossos pais e irmãos mais velhos gostavam de ver no cinema...

P.S.: Já comentei o filme no post anterior, mas acho que merecia uma postagem exclusiva!

domingo, 1 de janeiro de 2012

O que vi em 2011


Comecei o ano passado com um post sobre os filmes que planejava ver em 2011. Como eu já previa, muitos ficaram fora da lista, e outros entraram no lugar. Mas o meu objetivo eu cumpri, e assisti em média mais de um filme por mês no cinema! A seguir alguns destaques (em ordem aleatória), com breves comentários:

Enrolados: A animação da Disney foi o primeiro longa que assisti na telona em 2011. O 3D usado para contar a história de Rapunzel foi uma boa sacada, resultando numa comédia romântica divertida e emocionante. Clique aqui para ler mais.

O Turista: A criticada produção estrelada por Angelina Jolie e Johnny Depp conseguiu me convencer. Teve alguns furos, claro, mas o resultado final foi um filme esteticamente belo e até surpreendente. Leia mais sobre O Turista.

Rango: Johnny Depp também marcou presença em uma das melhores animações do ano, desta vez fazendo a voz do esquisito protagonista, um lagarto em crise de identidade. O filme é um dos fortes concorrentes ao Oscar, e se ganhar será merecedor. Clique para saber mais.

Rio: Dirigido pelo brasileiro Carlos Saldanha (trilogia "A Era do Gelo"), o filme conta a história de uma ararinha-azul que foi criada com todas as regalias de um animal de estimação, mas acabou sendo obrigada a conhecer seu habitat natural, na tentativa de salvar a espécie. Como todo filme produzido em Hollywood retratando o Brasil, Rio tem alguns clichês e situações que nem sempre têm a ver com o país. As belas paisagens estão lá, o carnaval, claro, não poderia faltar, e até uma favela carioca marca presença, dessa vez com traficantes de aves em extinção. Eu esperava mais, mas não deixei de me divertir com a história...

Carros 2: A sequência da animação de 2005 é tão boa quanto o primeiro filme. Quero dizer, se você gostou de um, provavelmente vai gostar do outro, e vice-versa. O filme ganha do primeiro ao apostar mais em aventura e suspense, já que a história gira em torno de uma corrida que se passa em várias cidades do mundo, em paralelo a uma investigação feita por ninguém menos que o guincho Mate. O lado ruim é que se perde muito do sentimento do primeiro filme, e a narrativa acelerada deixa vários furos pelo caminho. Vale mais pelos belos cenários e adaptações dos carros antropomorfizados.

Kung Fu Panda 2: Tive que correr na locadora para assistir "Kung Fu Panda" depois que recebi o convite para ver a sequência no cinema. O primeiro não chega a ser um grande filme, mas diverte bastante. No segundo, Po (dublado por Jack Black no original e Lúcio Mauro Filho por aqui) está cheio de questionamentos sobre sua origem - afinal, seu pai é um pato! A busca pela paz interior é interrompida quando surge um novo inimigo, o pavão branco (personagem mais feio da franquia), e o panda terá de se unir aos cinco furiosos para enfrentá-lo. Achei a sequência no mesmo nível do original, exceto por algumas forçações de barra...

Planeta dos Macacos: A Origem: Este é o exemplo de um filme quase perfeito. Sim, quase, porque ainda não saberia definir a perfeição... A história do chimpanzé de laboratório que começa uma revolta contra os humanos é muito bem contada. O visual hiper-realista dos símios, e a interpretação impecável de Andy Serkis (Cesar) são dignas de um Oscar. Altamente recomendável, não me arrependi de ter visto e pretendo ver mais vezes, junto com as continuações que certamente sairão.

Os Três Mosqueteiros: A mais recente adaptação para a obra máxima de Alexandre Dumas deixou a desejar. Eu nunca li o livro, confesso, mas não gostei do estilo do novo filme de D'Artagnan. Parece que a intenção era imprimir um visual "Piratas do Caribe" + "Sherlock Holmes" de Guy Ritchie mas, particularmente, não me convenceu. Sem falar no 3D, que já está virando obrigação para atrair o público -  por pouco eu não consegui uma exibição normal, já que a tecnologia ainda não me agrada... Em resumo, não é um filme recomendável. As atuações de Orlando Bloom e Milla Jovovich são exageradas, e o visual é megalomaníaco!

Super 8: Uma ode ao cinema de Steven Spielberg. É assim que se pode definir esse clássico pronto de J.J. Abrams ("Lost"), que trabalhou ao lado do renomado cineasta numa produção que homenageia os clássicos dos anos 80. O filme tem todo um ar de mistério, pois, assim como os protagonistas (um grupo de garotos que está rodando um curta-metragem de terror para participar de um concurso), de início nós não sabemos o que está acontecendo de verdade. É um pouco de 'Goonies', um pouco de 'E.T.', tudo envolvendo uma pacata cidadezinha norte-americana. O roteiro é bem amarradinho (apesar de eu não ter ficado convencido do que causou o incidente com o trem), tem um pouco de tudo que fazia um filme oitentista ser muito bom: drama, comédia, aventura e até uma pitada de romance. Recomendo a todos os que sentem saudade de uma história simples, sem grandes efeitos especiais (mais ou menos), e muito bem contada.

O Rei Leão 3D: Acreditem: foi a primeira vez que vi esse filme. E nada melhor do que ver um clássico pela primeira vez no cinema! Tudo bem, eu já disse que o 3D ainda não me conquistou, mas como deixar passar uma oportunidade como essa? Mesmo sendo produzido em animação tradicional, o filme ficou bem em três dimensões. A história é emocionante, digna de um dos melhores filmes dos estúdios de Walt Disney. Valeu a pena!

Os Muppets: Não cresci assistindo ao "Muppets Show", mas fiquei curioso em ver essa turma de volta aos cinemas. Lembro de ter visto, há muito tempo, um filme dos Muppets na Ilha do Tesouro, e a ideia de vê-los num filme maior me convenceu a ir ao cinema. A conclusão: é um filme para fãs. Cheio de referências que eu, particularmente, não reconheci, o filme é feito para quem curtia os Muppets quando criança. Além desse público, o filme é feito para conquistar novas gerações de crianças. Ou seja: para quem não está familiarizado ou não é uma criança, este não é o filme certo, tanto que duas pessoas saíram da sala de projeção em menos de 5 minutos! Agora, se você gosta de musicais no estilo "Encantada", talvez seja uma boa opção - tem até Amy Adams em um dos papéis principais...

Gato de Botas: Acho que posso definir como a surpresa do ano. Os filmes de "Shrek" nunca foram meus favoritos - apesar de gostar muito do primeiro, e curtir o segundo - , mas a possibilidade de ver a história do Gato de Botas (re)contada no cinema me atraiu. Nem me liguei para ver trailers ou afins, fui mais por uma vontade inexplicável... Tive que pegar uma sessão em 3D, mas não me arrependi. Foi o melhor 3D que eu já vi na minha vida! A história em si não tem nada a ver com o conto original, mas é muito bem construída. Personagens novas, como Kitty Pata Mansa (dublada por Salma Hayek) e Humpty Dumpty, são uma atração à parte, em especial no caso da misteriosa gatinha. Se você gosta de aventura (sem tantas piadinhas como a franquia Shrek), o filme ainda está nos cinemas. Então dá tempo de ver, e em 3D...

E foi isso o que eu vi em 2011. Acho que não lembrei de todos, mas caso lembre, voltarei aqui para falar mais. E você, viu algum dos filmes acima?

:: Em tempo: 2012 é um ano que promete ainda mais a nível de cinema, a começar pelas estreias de janeiro, como "Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras" (13/01) e "As Aventuras de Tintim" (20/01). Quem sabe em breve eu volto aqui com mais opiniões e outras opções...

sábado, 10 de setembro de 2011

Especial TV CRUJ: Entrevista com Cao Hamburger

Cao Hamburger é um renomado diretor de cinema e televisão, responsável por clássicos como "Castelo Rá-Tim-Bum", série produzida pela TV Cultura no início dos anos 1990. Premiado por curtas e longa-metragens como "O Ano em que Meus Pais saíram de Férias", Cao também foi o idealizador do formato da versão brasileira do Disney Club, programa que já fazia sucesso em mais de 30 países quando chegou ao Brasil, em 1997.

O trabalho mais recente do cineasta é o longa "Xingu", que conta a história dos irmãos Villas Boas, primeiros exploradores da região e criadores do Parque Nacional do Xingu. O filme tem previsão de estreia para 2012. É sobre estes e outros trabalhos que o diretor fala um pouco numa entrevista bem objetiva ao Opinião & Opção. Entre outras coisas, o cineasta revelou que teve carta branca da Disney para formatar a versão nacional do programa, que acredita no sucesso comercial do cinema brasileiro e que tem vontade de voltar a trabalhar com o público infantil. Confira a conversa a seguir.

sábado, 20 de agosto de 2011

Especial TV CRUJ: Entrevista com Anna Muylaert


Anna Muylaert é uma reconhecida roteirista e diretora que tem seu nome ligado à criação de boa parte dos maiores sucessos infanto-juvenis da TV brasileira, incluindo a TV CRUJ. Uma das responsáveis pelo clássico "Mundo da Lua", produzido pela TV Cultura no início dos anos 1990, Anna também escreveu para o "Castelo Rá-Tim-Bum", da mesma emissora, e nos anos 2000 trabalhou na criação da série "Um Menino Muito Maluquinho", da TV Brasil.

Nesse meio tempo, Anna Muylaert também escreveu e dirigiu curtas e longa-metragens para cinema, como o premiado "Durval Discos" (2002), pelo qual ganhou os prêmios Melhor Filme e Melhor Direção no 30º Festival de Cinema de Gramado, e os mais recentes "É Proibido Fumar" (2009), estrelado por Glória Pires, e "O Ano em que meus Pais saíram de Férias" (2006), dirigido por Cao Hamburger.

Em 1997, surgiu mais um desafio em sua carreira. Junto com Cao Hamburger, com quem já havia trabalhado no sucesso de público e crítica "Castelo Rá-Tim-Bum", Anna Muylaert foi convidada para formatar a versão brasileira do programa Disney Club, que já era sucesso em mais de 30 países, mas precisava ser adaptado para atrair ao público nacional. É sobre este desafio e outros trabalhos de sua carreira que a aclamada cineasta fala agora, com exclusividade, ao Opinião & Opção.

sábado, 30 de julho de 2011

Especial TV CRUJ: Entrevista com Fabio Lins (Marlon)



Fabio Lins participou de alguns episódios do Disney CRUJ como Marlon, um dos personagens secundários criados pelo diretor Michael Ruman. Marlon foi um jovem vilão que entrou na história para conquistar Malu (Jussara Marques) e se tornar rival de Juca (Diego Ramiro). Antes de atuar no programa, o ator havia protagonizado o longa intanto-juvenil "Os Xeretas" (2000), do mesmo diretor da última fase do CRUJ.


Depois do CRUJ, Fabio se dedicou ao teatro, sempre voltado para a comédia. Em 2006, o ator entrou para a “Trupe da Saúde”, trabalho que leva a arte do Palhaço para dentro dos hospitais de Curitiba. No mesmo ano montou seu stand-up comedy, atuando como convidado em diversos shows de humor. Em 2007, ao lado de Marco Zenni e Léo Lins, o ator lançou o espetáculo “Santa Comédia”. Atualmente, Fabio Lins viaja com a Companhia do Ator Cômico, com o espetáculo “Contas Diárias”, se apresenta em programas de TV e dá continuidade ao trabalho nos hospitais.

Confira a seguir uma breve entrevista do O&O com o ator.

sábado, 23 de julho de 2011

Especial TV CRUJ: Entrevista com o diretor Michael Ruman

Michael Ruman foi o diretor de grande parte da fase Disney CRUJ, exibida aos sábados. Quando entrou para o comando do programa, ele havia acabado de dirigir o longa-metragem "Os Xeretas", estrelado pelo jovem ator Fábio Lins (que mais tarde viria a fazer parte do elenco secundário do CRUJ) e pelo veterano Francisco Cuoco no elenco.

Ruman foi o responsável por várias mudanças no formato do Disney CRUJ, praticamente transformando o programa infanto-juvenil num seriado de suspense e aventura.

Aventura, aliás, é o que gira em torno dos principais trabalhos do diretor, que além de ter sido responsável pelo longa "Os Xeretas" (quase uma versão tupiniquim de "Os Goonies"), trabalhou também na produção do filme "Castelo Rá-Tim-Bum", estrelado por Diegho Kozievitch (que também fez parte do CRUJ, como Sputnik). Michael Ruman dirigiu a primeira e a segunda temporada da série "9mm São Paulo", atualmente em exibição no canal a cabo Fox.

Confira abaixo uma entrevista exclusiva com o diretor, que conta detalhes sobre os bastidores do programa, revela os mistérios do roteiro, os desafios da produção e o que levou ao fim do programa. Para você que foi fã da TV CRUJ, este material inédito é realmente imperdível!

sábado, 16 de julho de 2011

Especial TV CRUJ: Caju (Diego Ramiro)


Diego Ramiro estreou no Disney Club logo no primeiro episódio. Antes do programa entrar no ar, o jovem ator aparecia em chamadas no SBT ao lado do companheiro Macaco (Caíque Benigno), anunciando a invasão do sinal da emissora por sua TV pirata. Foi o personagem Juca, mais conhecido como Caju, quem teve a ideia de criar uma TV que defendesse os direitos dos ultra-jovens e, de quebra, exibisse uma série de desenhos legais...


Na fase Disney CRUJ, Diego Ramiro interpretou outro personagem além do Caju: o atrapalhado Ramela. Ramela era um dos membros da TRUB (turma da rua de baixo), e bem diferente de Juca, tinha uma inteligência limitada e nenhum espírito de liderança - tanto que era puxa-saco de Carla Carcará (Jussara Marques). O personagem também era apaixonado por Maya (Marisol Ribeiro), a nova vizinha da rua do meio.


Antes de entrar para a TV CRUJ, Diego Ramiro já trabalhava como ator. Em 1996 ele participou da novela "Colégio Brasil", do SBT, onde fez o personagem Bruno Mattos. O jovem também havia estrelado campanhas publicitárias, até por fim passar no teste para interpretar o líder do Comitê Revolucionário Ultra-Jovem. Após o fim do programa, o ator deu uma pausa na carreira artística para se dedicar aos estudos. Voltou à telinha em 2003, quando comandou o programa "Copa Fox Kids" ao lado de uma versão animada do comentarista esportivo José Trajano.


Diego Ramiro voltou às TV aberta em 2005, quando atuou da quinta temporada do "Sítio do Picapau Amarelo", onde interpretava o personagem César Britto, que nas horas vagas se transformava no herói Máscara Verde. Na emissora, o ator também participou da série "Carandiru, Outras Histórias", e do quadro "Retrato Falado", estrelado por Denise Fraga, no "Fantástico".


Em 2007, o ator e apresentador foi convidado para comandar o AXN Film Festival, que era exibido todas as terças-feiras no canal a cabo AXN. De lá pra cá, Diego apareceu na TV atuando apenas em propagandas, uma delas ao lado de Cláudia Leitte, Juliana Paes e Fernanda Lima, onde era cobiçado pelas três graças à barba bem-feitinha. Clique na imagem abaixo para ver...


Ainda em 2007, o ator começou a dar aulas de workshop de cinema e TV, ao lado da sócia Lilian Cordeiro, atriz e antiga preparadora de elenco do "Sítio do Picapau Amarelo". Dois anos depois, a dupla fundou a Kabuki Produções, empresa de entretenimento que já levou ao teatro a adaptação do musical da Broadway "Jekyll & Hyde: O Médico e o Monstro", e "La Fura dels Baus". No mesmo ano, Diego participou de propagandas das marcas Chevrolet e Nova Schin (veja uma delas clicando aqui). Antes disso, em 2008, o ator havia participado do curta-metragem "Acorde", produzido por alunos do SENAC. Para assistir ao curta, clique aqui para ver a primeira parte, e aqui para ver a segunda.

Diego Ramiro em foto de 2006.
:: Esclarecimento: Ao contrário do que circula pela internet, Diego Ramiro não é produtor nem diretor de um programa do canal a cabo Fashion TV. Na realidade, "Predefinição:Qual", como muitos sites insistem em chamar o suposto programa, não é uma atração televisiva, mas sim uma ferramenta da Wikipédia para categorizar os artigos do site. O programa "Um Dia Com", citado em sites como a Wikipédia, também não é dirigido nem produzido por Diego Ramiro. O Opinião & Opção entrou em contato com a Fashion TV, que além de negar a participação de Diego em seu quadro de funcionários, pediu que o assunto fosse esclarecido de uma vez, visto que já foi constantemente repetido por blogs e sites que por algum motivo não averiguaram os fatos.

É claro que o O&O procurou o ator para uma entrevista, já que ele nunca falou sobre o programa em outro site ou blog. Mas depois de muitas buscas, a informação que obtivemos foi de que Diego Ramiro atualmente está fora do país, e que não possui contas em redes sociais, por isso é muito difícil de ser encontrado pela internet. Se alguém conseguir encontrá-lo por aí, não deixe de nos avisar!


O O&O traz uma conversa exclusiva com o diretor Michael Ruman, que revela segredos sobre a segunda fase do programa. Imperdível!

domingo, 10 de julho de 2011

Especial TV CRUJ: Entrevista com o Chiclé (Leonardo Monteiro)


Leonardo Monteiro estreou na TV CRUJ assim que o programa começou. Seu personagem, Guelé, era o irmão mais novo do presidente e fundador do CRUJ, Juca (Diego Ramiro). Enquanto o irmão tramava com o amigo a invasão do sinal de uma TV, o elétrico garoto desobriu os planos e exigiu fazer parte do comitê. Com um bigode, sobrancelhas e óculos falsos, ele passou a ser conhecido como Chiclé, até então o membro mais novo do programa.


A personalidade de Guelé era baseada na do seu intérprete: um garoto inteligente e agitado. Fã número 1 do irmão, uma das frases mais repetidas pelo personagem era "Meu irmão, meu idolo!". Guelé era colega de escola de Ana P, também conhecida como Pipoca (Danielle Lima). Em 2001, com a reformulação do programa e a ida para os sábados, o personagem nomeou-se presidente do CRUJ, implantando um novo vocabulário que substituía termos como "companheiro" por "carbonário" e "se pluga" como "conecta".

Leonardo Monteiro foi um dos poucos integrantes que durou do início ao fim do programa. Antes de interpretar Chiclé, o ator havia trabalhado em comerciais e fez participações em duas novelas do SBT, "Os Ossos do Barão" e "Sangue do Meu Sangue". Após o fim do Disney CRUJ, ele deixou a carreira de ator para se dedicar aos estudos, cursando Engenharia Mecatrônica na USP, e durante dois anos dando aulas no cursinho da Poli-USP.

Saiba mais sobre a trajetória do eterno Cruj na entrevista que se segue...

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Especial TV CRUJ: O Rap do Repórter


Em 1998, a Walt Disney Records lançou no Brasil o CD do CRUJ, com músicas cantadas pelo elenco. Composto de 13 faixas, o único álbum da BRUJ (Banda Revolucionária Ultra-Jovem) foi divulgado dentro do programa e em outras atrações do SBT na época. Algumas canções ganharam até videoclipe, como é o caso da mais famosa, o "Rap do Repórter". Confira abaixo uma apresentação da banda, formada por Caju (Diego Ramiro), Maluca (Jussara Marques), Chiclé (Leonardo Monteiro) e Macaco (Caíque Benigno).


Lista de faixas do CD:
  1. Abertura
  2. Cruj - Comitê Revolucionário Ultra Jovem
  3. Rap do Repórter
  4. Garotas
  5. Juca
  6. Obrigação
  7. Chiclé
  8. No Ar
  9. Maluca
  10. Xulé
  11. Macarrão
  12. Tecno Teen
  13. Hino Cruj

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Especial TV CRUJ: Macaco (Caíque Benigno)


Caíque Benigno foi um dos "fundadores" da TV CRUJ. Apareceu no primeiro episódio do programa como Macarrão, o melhor amigo de Juca (Diego Ramiro), a quem ajudou a criar uma TV pirata e iniciar a transmissão. Também conhecido como Maca, o personagem usava o codinome Macaco, bem como uma máscara de primata. Nos primeiros dois anos do programa, foi o responsável por "dar o play" nos desenhos, sempre respondendo com um satisfeito "é pra já!".


Começando em 1997 aos 14 anos, Caíque integrou o elenco do Disney Club até maio de 1999, quando deixou o elenco por causa da idade. No programa, a justificativa dada foi a mudança do personagem para Curitiba, Paraná, graças à mudança de emprego de seu pai. Depois da saída, Macaco só retornou ao CRUJ em 2000, na comemoração dos 3 anos do programa.

A estreia de Caíque Benigno na TV aconteceu aos seis anos, em comerciais e participações no programa "Rá-Tim-Bum", da TV Cultura. Em 1991, tornou-se repórter do programa "Xou da Xuxa", da TV Globo. Naquela época, ficou famoso como "Faustinho", graças à semelhança como apresentador Faustão, o que o levou a participar no longa "Inspetor Faustão e o Mallandro", co-estrelado por Sérgio Mallandro e Costinha. No filme, Caíque interpretou o sobrinho de Faustão, um garotinho guloso obviamente chamado Faustinho.


"Estou superempolgado", comentou o ator em entrevista à Folha de S. Paulo pouco antes da estreia do CRUJ. "O Macarrão vai me dar a oportunidade de mostrar tudo o que aprendi e ainda me ensinar muito mais. Estou gostando muito do texto". Apesar do bom desempenho na atração, ele preferiu não seguir a carreira de ator, optando pela música. Com o nome artístico de DJ Caíque, o ex-Macaco agora é dono de um selo independente, o 360 Graus Records, e ganha a vida como produtor e compositor e cantor de rap, reconhecido internacionalmente.

O O&O entrou em contato com Caíque Benigno para uma entrevista, recebendo uma resposta positiva do próprio. Contudo, não se sabe o motivo, ele voltou atrás. É uma pena para nós, mas apesar disso este espaço não ficará em branco. Veja a seguir trechos de uma entrevista concedida à revista Trip em 2010.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Especial TV CRUJ: Entrevista com a Maluca (Jussara Marques)


Jussara Marques foi a primeira menina a integrar o elenco da TV CRUJ. A personagem Malu caiu de paraquedas no comitê, para desespero dos garotos. Adotando o codinome Maluca, a garota com visual moderno e colorido logo conquistou seu espaço. Jussara entrou para o elenco em junho de 1997, poucos meses após a estreia do programa, e ficou até o final da atração, em dezembro de 2002.





Antes do Disney Club, Jussara Marques já havia trabalhado como dubladora, profissão que seguiu com o fim do programa, e também atuou em filmes como "Super Colosso". Já na fase Disney CRUJ, Jussara interpretou outra personagem além de Maluca: Carla Carcará. A garota era líder da TRUB, a Turma da Rua de Baixo, e tinha uma personalidade forte, que usava para tentar desmascarar os integrantes do CRUJ.

Fora do programa, a atriz trabalhou no teatro, em peças como "A Caminho de Oz", onde atuou ao lado de Danielle Lima. Na dublagem, ficou conhecida por emprestar a voz de personagens como Helga Pataki (Ei, Arnold!), Jade (As Aventuras de Jackie Chan - 1ª temporada), Taranee (W.I.T.C.H.), Pan (Dragon Ball Z/GT), Tenten (Naruto), Punky Brewster (Punky, a Levada da Breca - redublagem), entre outras. Também dublou filmes como "Juno", "A Bússola de Ouro", "High School Musical", e mais recentemente "Hanna".

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Especial TV CRUJ: Entrevista com a Pipoca (Danielle Lima)


Danielle Lima foi a segunda garota a integrar o elenco do Disney Club. A estreia da atriz no programa aconteceu em maio de 1999, quando ela tinha 9 anos. A personagem chamava-se Ana Paula (também conhecida como Ana P.), e era uma colega de escola de Guelé (Leonardo Monteiro). Ana P. descobriu o QG da TV CRUJ enquanto fazia um trabalho escolar na casa do amigo. Sua primeira aparição na TV pirata foi sem seu característico nariz de palhaço, que imediatamente foi adotado, junto com o codinome Pipoca - graças ao seu lanche favorito.


A entrada de Pipoca para o programa aconteceu semanas antes da saída de outro integrante da TV CRUJ, o Macaco (Caíque Benigno). Com isso, a personagem herdou o direito de "dar o play" nos desenhos animados, tarefa que fora cumprida por dois anos pelo ex-colega. Danielle Lima permaneceu no Disney Club até o fim do programa, em 2002, passando também pela fase semanal. No Disney CRUJ, além da conhecida personagem, interpretava também uma das integrantes da TV TRUB, uma menininha rica e mimada.

Após o término do programa, a atriz continuou na TV, participando de produções como a novela "Metamorphoses" (2004), da Record - onde interpretava a personagem Luisa - e do seriado "Vila Maluca" (2004-2006), da RedeTV! - no papel da antagonista Morgane. Atualmente dedica-se ao teatro, tendo interpretado papéis como Alice ("Alice no País das Maravilhas") e Dorothy (de "O Mágico de Oz"). Saiba mais detalhes na entrevista abaixo:

terça-feira, 7 de junho de 2011

Especial TV CRUJ: Entrevista com o Rico (Murilo Troccoli)


Murilo Troccoli foi o último integrante a entrar para o elenco da TV CRUJ. Sua estreia aconteceu em 1999, quando o programa ainda era exibido de segunda a sexta, e durou até o fim do Disney Club, em 2001. Antes disso, porém, o ator já havia trabalhado em mais de 50 comerciais, sendo o primeiro aos 4 anos de idade. Murilo também atuou em três novelas, entre elas "Colégio Brasil" (1996) e "O Direito de Nascer" (gravada em 1997 e exibida em 2001), ambas do SBT.


O personagem de Murilo Troccoli no CRUJ chamava-se Frederico. Era um garoto do interior de São Paulo, filho de fazendeiros milionários, que caiu no comitê de pára-quedas, repetindo o feito de Maluca, a primeira garota do programa. Chamado pelos colegas de Rico, o personagem usava de início um chapéu de cowboy e um lenço cobrindo a boca e o nariz, semelhante a um bandido de faroeste. Com o tempo, porém, adotou uma máscara de buldogue como disfarce, além de um lenço amarrado no pescoço.

Saiba mais sobre a trajetória do ator no Disney Club e descubra o que ele anda fazendo agora. A seguir, uma entrevisa exclusiva com Murilo Troccoli:

sábado, 4 de junho de 2011

Especial TV CRUJ: Curiosidades


Prosseguindo com o nosso especial sobre a TV CRUJ, desta vez vamos falar sobre algumas curiosidades sobre o programa, como horários, audiências, bastidores, cartas e a mudança que ocorreu em 2001, quando a atração passou para as manhãs de sábado. 




O Disney Club estreou em 28 abril de 1997 às 17h55. Como todo programa do SBT, não durou muito tempo no mesmo horário, passando por diversas mudanças em toda sua história. No final de julho de 1997, ocorreu a primeira grande mudança. Com o lançamento de uma nova grade de programação no SBT, o programa passou a ser exibido às 19 horas. Isso aconteceu graças a duas estreias importantes para a emissora: a volta do "Aqui Agora" (18h) e o lançamento da versão brasileira de "Chiquititas" (20h). O resultado foi visto na audiência: recebendo com 9 pontos do "TJ Brasil" (18h30), o programa ultra-jovem alcançou memoráveis 19 pontos de média. Só a nível de comparação: a estreia da novelinha marcou "apenas" 18.

Em janeiro de 2001, o programa saiu do horário das seis, com a desculpa de um defeito na antena e o desejo dos integrantes de tirar férias. Mas a verdade é que, no lugar do programa, o SBT decidiu reprisar a novela "Éramos Seis", que voltou à grade de programação em 22 de janeiro. A data também foi marcada pelo fim de "Chiquititas", e a estreia da infantil mexicana "Gotinha de Amor". Uma nova fase do programa foi anunciada para abril. Agora com novo nome, Disney CRUJ, a atração estreou no dia 14 de abril, às 10h15. A participação do elenco aumentou de cerca de 12 para 30 minutos por programa, e o tempo restante era destinado a desenhos animados, até o meio-dia, quando começava a primeira versão brasileira do "Zapping Zone". A audiência nesta época era girava em torno dos 7 pontos, segundo dados do mês de novembro.



O elenco do programa foi escolhido por meio de testes realizados com mais de 100 atores. Todos já tinham alguma experiência com televisão, mas apenas três seriam escolhidos para protagonizar a atração: dois meninos e uma menina. Quando o Disney Club estreou eram três apresentadores sim, mas todos meninos! É que os atores Leonardo Monteiro e Diego Ramiro fizeram teste para o mesmo papel (Juca), mas agradaram tanto que surgiu a ideia de criar um personagem a mais (Guelé), que teve inspirações em seu intérprete. Jussara Marques (Maluca) entraria pouco tempo depois, em junho de 1997, após também passar por uma bateria de testes.

Maluca (Jussara Marques) cai de pára-quedas no QG do CRUJ.

No início de maio de 1999 entra para o elenco mais uma menina (Pipoca), interpretada por Danielle Lima. A personagem passa a disputar o "play" com o personagem de Caíque Benigno (Macaco), mas por pouco tempo, já que no final do mesmo mês o personagem deixa o programa. Em outubro do mesmo ano chega o ator Murilo Troccoli no papel do personagem Rico, mas fica apenas até outubro do ano seguinte.

Pipoca (Danielle Lima) e Rico (Murilo Troccoli) entram para o time.


Em 2001, estreou a segunda fase do programa, agora exibida aos sábados. Com roteiros de Tacus e Claudia Dallaverde, o formato tornou-se mais folhetinesco, surgiu a necessidade de incluir novos personagens. Os primeiros foram o pasteleiro Paracleto (Ary França) e a encantadora vizinha Maya (Marisol Ribeiro). A participação de Marisol Ribeiro, que surgiu para despertar "a paixão dos meninos e o ciúme das meninas da história", não durou tanto tempo como a de Ary França, cujo personagem ganhou mais destaque quando o mistério tomou conta do enredo do programa.

"Os personagens, agora, voltam com um pouco mais de idade. Tentaremos alcançar crianças acima dos dez anos com o Guelé e a Pipoca (crianças na trama) e o público na faixa dos 14 anos com os outros personagens", disse Regina Soler, então diretora do programa.

Paracleto (Ary França) e Maya (Marisol Ribeiro) chegam na fase "novelinha".

Nesta mesma época, os antagonistas do CRUJ (a turma da Rua de Baixo), que antes eram apenas citados pelos protagonistas, tornaram-se personagens reais, sendo vividos pelo mesmo elenco de mocinhos. Os principais membros da "TRUB" eram interpretados por Jussara Marques (Carla Carcará) e Diego Ramiro (Ramela), mas Danielle Lima, Leonardo Monteiro e Murilo Troccoli também tinham suas versões malvadas.


Em 2002, um novo personagem é incluído no elenco. O ator Diegho Kozievitch, que havia trabalhado com Cao Hamburguer no filme "Castelo Rá-Tim-Bum" (1999) interpretou Sputnik, um misterioso amigo de Guelé que traz suspense à trama. As histórias paralelas à TV CRUJ ganham tanto destaque que novos personagens são adicionados, como a agente da TV Bette, interpretada por Magali Biff e o não menos misterioso Jorge Marcos (Fábio Henrique), amigo de Malu.


Uma das formas de interação com o público realizada pela TV CRUJ eram as cartas. Que ultra-jovem nunca mandou uma carta para o CEP 04602-970, São Paulo, SP? Eu mandei várias! Mas será que elas eram mesmo lidas? "As histórias são criadas a partir de cartas dos telespectadores", disse a diretora Regina Soler à Folha em 2000. "Há uma identificação com os personagens da série, que ocupa 30% do programa".

Quando entrou na era da internet, o CRUJ ganhou site e email. "A molecada não perde um programa. Só de e-mails, recebemos 300 por semana", comentou Michael Ruman, diretor do programa em 2002. Até as eleições para presidente do comitê foram decididas pelos internautas, que podia votar através de cartas e email. "Quero saber o que passa pela cabeça da molecada que assiste ao programa", afirmou o diretor.

A TV CRUJ vivia realizando concursos culturais, que exigiam dos interessados o envio de cartas ou objetos de artesanato produzidos pelos próprios telespectadores. Entre os prêmios estavam computadores, jogos, brinquedos Disney e até o CD lançado pela BRUJ (Banda Revolucionária Ultra-Jovem).

Talvez como prêmio de consolação, a produção do programa costumava enviar cartões postais com o autógrafo dos atores. Eu mesmo até hoje possuo dois, um enviado em junho e o outro em julho de 2002 - com bastante atraso, mas tudo bem... Veja abaixo:



Durante toda a próxima semana, confira uma série de reportagens com parte do elenco da TV CRUJ. Imperdível!

quinta-feira, 2 de junho de 2011

ESPECIAL TV CRUJ: Os desenhos - Parte Final


Chegamos à última parte do especial sobre os desenhos da TV CRUJ. Para finalizar com chave de ouro, saiba mais sobre três séries que passaram pelo programa em seus últimos momentos: Aladdin, Os Pesadelos de Ned e Hércules. E no final da postagem, descubra o que as próximas partes nos reservam!


Os Pesadelos de Ned (Nightmare Ned) foi uma série de animação produzida pela Disney em 1997. É baseada no jogo de computador homônimo, onde um menino tenta vencer seus próprios medos em cinco mundos diferentes. No desenho, Ned é um garoto de 8 a 10 anos de idade que tem medo do escuro e lida com seus problemas em casa e na escola através dos constantes pesadelos.

TRECHO DA ABERTURA DE "OS PESADELOS DE NED"

Esta foi uma das produções mais sombrias exibidas pelo Disney Club, e certamente por este motivo durou apenas uma temporada de 25 episódios, exibidos originalmente pelo canal ABC. Na TV aberta brasileira, foi exibido a partir do ano 2000, e nunca mais voltou ao ar.


Aladdin é uma série de animação baseada no longa-metragem da Disney de 1992. A série, lançada logo depois da sequência do filme, "O Retorno de Jafar", mostra as aventuras de Aladdin, Jasmine e o Gênio, junto com o   macaco Abu e o papagaio Iago, que apesar de ter passado para o lado dos mocinhos continua tendo algumas recaídas. O Sultão e o Tapete também voltam a aparecer, ao contrário do principal vilão da franquia, Jafar, que morre no segundo filme.

ABERTURA DA SÉRIE "ALADDIN"

A série durou três temporadas, chegando ao fim com 86 episódios. Depois da série foi lançado em home-video o longa animado "Aladdin e os 40 Ladrões", e em 1998 os personagens fizeram uma aparição em um episódio de "Hércules", intitulado "Hércules e a Noite Árabe". Os episódios de Aladdin foram exibidos originalmente no Brasil pelo programa "Angel Mix", da Globo, entre 1995 e 1997. Além do Disney Club, também foi ao ar dentro do programa "Bom Dia & Cia", do SBT.


Hércules (Hercules: The Animated Series) é um desenho animado baseado no filme da Disney de 1997. Exibido originalmente entre 1998 e 1999, chegou ao Brasil ainda na fase do Disney Club, em 1999, ficando no ar até o final do Disney CRUJ. A série era focada na adolescência de Hércules (dublado no Brasil por Oberdan Júnior), período em que o herói entra para a Academia Ptolomeu e é treinado pelo sátiro Filoctetes (voz de Isaac Bardavid). O tema de abertura é baseado na canção "Zero to Hero", presente no filme, cantada pelas musas com uma batida gospel.

ABERTURA BRASILEIRA DE "HÉRCULES"

Personagens que não estão no longa foram incluídos no desenho, como atrapalhado Ícaro (filho de Dédalo na mitologia grega), a vidente Cassandra e o vaidoso Adônis. Além dessas, várias outras figuras presentes na mitologia grega dão às caras nos episódios da série, como Helena de Tróia, Heródoto (o pai da História), Hipócrates (o pai da Medicina), Aquiles (aquele do calcanhar), entre outros. Apesar de ser mais bem-recebida que o filme, a série durou apenas uma temporada, totalizando 65 episódios. Recentemente, voltou a ser exibida como quadro do "Club Disney", no canal da Via Embratel na parabólica.


Neste sábado, passe por aqui saiba tudo sobre a segunda fase do programa. E mais: curiosidades sobre as audiências das duas fases, as cartas dos telespectadores e os bastidores do Disney Club/CRUJ. E na próxima semana, saiba por onde anda o elenco do programa, numa série de entrevistas concedidas com exclusividade ao Opinião & Opção. Você não perde por esperar!
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