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domingo, 8 de janeiro de 2012

Vi em 2011: Super 8

Eu nasci no finalzinho dos anos 1980, mas posso dizer que um pouco da cultura daquela década influenciou minha infância durante os anos 1990. O cinema está incluído nisso. As crianças que passavam tardes assistindo filmes na Globo pegaram muito do que foi produzido na época, e só de lembrar dá uma saudade da minha infância... Filmes como "Os Goonies" e "E.T. - O Extraterrestre" estavam entre os favoritos da molecada, e a nostalgia só aumenta quando percebemos que hoje, em meio a tanta tecnologia que o cinema tem à disposição, não é produzido praticamente nada do tipo.

Super 8 vem para mudar esse quadro. Mais do que isso, o filme de J. J. Abrams (criador de "Lost") é uma homenagem às produções dos anos 80, em especial à obra de Steven Spielberg - que por sinal foi produtor executivo do longa, bem como produtor e diretor dos dois filmes citados no parágrafo anterior, respectivamente.

O longa, que estreou em agosto no Brasil (depois de dois meses da estreia nos EUA) conta a história de um grupo de garotos que está criando um filme para participar de um concurso. Para isso eles usam uma câmera Super 8 (daí o título), e aproveitam locações como a estação de trem da pequena cidade em que moram para dar mais veracidade à história. Numa dessas, o grupo de amigos presencia um grave acidente de trem, que muda suas vidas e a de toda a cidade dali em diante.

O filme tem todo um ar de mistério, pois, assim como os protagonistas, de início nós não sabemos o que está acontecendo de verdade. Objetos desaparecem, pessoas e cachorros somem de repente e uma grande quantidade de soldados americanos toma conta do local do acidente, deixando os moradores em polvorosa. Quando a história chega ao seu clímax, descobrimos finalmente o que tem causado o terror na cidadezinha, mas isso eu não vou contar, porque você vai ter que ver com seus próprios olhos...

"Super 8" está entre os meus filmes favoritos de 2011. O roteiro é bem amarradinho (apesar de eu não ter ficado convencido do que causou o incidente com o trem), tem um pouco de tudo que fazia um filme oitentista ser muito bom: drama, comédia, aventura e até uma pitada de romance. Eu recomendo a todos os que sentem saudade de uma história simples, sem grandes efeitos especiais (mais ou menos), e muito bem contada. E para aqueles que não sabem o que é um filme oitentista, vale a pena descobrir o que nossos pais e irmãos mais velhos gostavam de ver no cinema...

P.S.: Já comentei o filme no post anterior, mas acho que merecia uma postagem exclusiva!

sexta-feira, 15 de abril de 2011

O&O Recomenda: Rango


Era para eu ter falado sobre isso aqui bem antes, mas acabei protelando, protelando, até que por fim encontrei disposição para falar sobre o assunto. Há alguns dias fui ao cinema assistir "Gnomeo & Julieta", versão animada da história de amor mais famosa da literatura, estrelada por anões de jardim. Visto que tive de esperar uma pessoa e ela acabou se atrasando, a opção foi assistir Rango, animação 3D do mesmo diretor de "Piratas do Caribe", que na versão original tem Johnny Depp na voz do personagem-título.

"Rango" é uma história sobre autoconhecimento. O protagonista é um camaleão que vive em seu próprio mundinho de fantasias até se perder em meio ao deserto e ter que se virar atrás de água. Esse início de filme se mostrou bem desinteressante para mim, até que a ação começou, quando Rango encontrou uma cidadezinha típica de faroeste. A oportunidade de descobrir quem realmente é, ou pelo menos de inventar isso, surgiu quando o personagem foi questionado: "Quem é você?" Ora, num lugar desconhecido, perdido no meio do nada, sem ninguém para lhe desmentir, você pode ser quem você quiser. E como bom camaleão que é, foi isso o que passou pela mente dele.

Rango vendeu sua imagem como a de um corajoso herói, matador mesmo, e isso se mostrou como uma esperança para o povo cidadezinha de Poeira (este era o nome mesmo!). Agora xerife, o estranho réptil precisa descobrir o que está acontecendo com a água que abastece a cidade, e percebe que o inimigo pode estar mais próximo do que se imagina. Junto com uma população de criaturas com feições animais tão realistas que causam certo pavor, Rango vai descobrir que ele pode sim construir sua própria história.

Esta animação é só mais uma prova de que nem todo desenho é feito para criança. Não tem nada que uma criança não possa ver, mas a mensagem é claramente direcionada a um público mais maduro. Acredito que a história daria um filme em live-action tranquilamente (com alguns reparos, é óbvio), mas confesso que não sei se chamaria tanta atenção como sendo uma animação. O filme estreou faz um tempinho, mas ainda se encontra em cartaz em alguns cinemas. Eu, que não esperava nada, gostei tanto que até recomendo.

:: Próxima semana: Rio. Será que é bom?

terça-feira, 5 de abril de 2011

Gormiti chega ao Brasil em DVD

Hoje em dia são poucos os desenhos animados que realmente divertem a criançada. Cada vez mais habituados à tecnologia e à agilidade das informações, os pequenos buscam na TV algo que fale sua língua sem tratá-los como imbecis. A animação italiana Gormiti: O Regresso dos Senhores da Natureza tem conseguido destaque entre o público infanto-juvenil (vá chamá-los de crianças...), tanto com animações para TV como em jogos de cartas, brinquedos, video-games e na internet.

Baseado em uma série de brinquedos colecionáveis (miniaturas acompanhadas de um cartão com a descrição de cada personagem), a série é produzida pela Marathon, mesmo estúdio responsável por Três Espiãs Demais! e Os Incríveis Espiões. Exibida na TV Globinho desde janeiro deste ano, o desenho já consegue repetir o sucesso de seus antecessores - tanto que é um dos poucos que sobrou depois que o programa teve sua duração reduzida. Com três temporadas produzidas entre 2008 e 2011, a série chega ao Brasil em DVD pela LogOn, trazendo episódios que mostram a luta de quatro defensores da natureza contra temíveis vilões que habitam um mundo paralelo. Confira a sinopse e um trailer abaixo:

Sinopse: Gormiti era um povo que vivia em harmonia na Ilha de Gorm, até que um vulcão mostrou aos habitantes toda a força que guardava em seu interior. Desde então, o povo Gormiti luta contra Magmion, Senhor de Magma, que tem poderes sobre a lava e as criaturas nascidas dela.


:: Opinião: A premissa de Gormiti, a série, lembra em parte o saudoso desenho animado "Capitão Planeta", exibido na Globo nos anos 90 e agora reprisado no canal Futura. Quatro jovens são recrutados para defender a Ilha de Gorm, sendo que cada um é representado por um elemento da natureza. Enquanto na série do 'Planeta' os elementos água, terra, fogo e coração trazem à vida um herói para ajudar o quarteto defensores da natureza, em Gormiti os representantes da água (Toby), terra (Nick), ar (Jessica) e floresta (Lucas) se tornam os próprios heróis, assumindo características dos elementos que representam. A preservação ambiental é introduzida de maneira sutil, sem recorrer a uma linguagem educativa chata para as crianças, mas bem misturada com a ação e o enredo mitológico da aventura.

Gormiti já tem uma temporada confirmada, com estreia prevista para este mês. No Brasil, a LogOn já lançou quatro volumes com os seguintes títulos: "Os Combatentes do Perigo", "Os Quatro Elementos", "O Guardião da Terra" e neste mês de março, "Raízes do Mal". Cada um vem acompanhado de brindes, desde bonecos dos personagens até cartões de acesso a conteúdo digital, como é o caso do mais recente.

Os DVDs estão disponíveis para venda no Submarino. Clique aqui e compre!

segunda-feira, 7 de março de 2011

O Melhor da Disney

Opaa.. .como já foi avisado, uma equipe irá fazer um rodízio aqui no OO enquanto o Britto resolve algumas questões pessoais. E iniciando neste espaço vou falar de um filme muito conhecido. Acho inclusive, um pouco impossível que um de vocês não tenham assistido o melhor - em minha Opinião & Opção - filme da Disney, O Rei Leão, de 1994.

O 32º longa animado dos Estúdios Disney, foi inspirado em Hamlet, Bambi da própria Disney e as histótias bíblicas de Moisés e José. O filme foi sucesso de crítica e público batendo recordes de bilheteria, conquistando ainda dois Oscars nas categorias de Melhor Trilha Sonora e Melhor Canção Original, por Can You Feel the love Tonight e três Globos de Ouro nas categorias de Melhor Filme - Comédia / Musical, Melhor Trilha Sonora e Melhor Canção Original, por Can You Feel the Love Tonight.

Como supracitado, o longa tem uma forte trilha sonora, com canções belíssimas, dentre elas Cicle of Life, I Just Can't Wait to be King, Hakuna Matata e Can You Feel The Love Tonight, compostas e interpretadas por Elton John.

Brunno Luiz - Tô Ligado!

Boa semana a todos...

sexta-feira, 4 de março de 2011

Um mergulho na TV pelas páginas de um livro...

Olá a todos os leitores (as) do "Opinião & Opção". Eu, J. Júnior, também vou passar alguns dias postando alguns conteúdos – que eu espero que agradem aos leitores - enquanto o nosso amigo Britto está impossibilitado de atualizar o blog por questões pessoais.

Para este meu primeiro post, decidi comentar sobre uma obra que tive o prazer de ler durante o ano passado e que era um dos temas planejados para post no meu hoje “abandonado” blog Anexo Secreto, do qual guardo excelentes recordações e experiências.

De autoria do genial e competentíssimo diretor/produtor/ator de televisão, Daniel Filho, o livro “O Circo Eletrônico” (Jorge Zahar Editor, 2001) é uma verdadeira viagem ao universo dos bastidores da televisão brasileira, permeada tanto por curiosidades extremamente empolgantes quanto por informações mais técnicas que são de deixar qualquer pessoa que tem simpatia por televisão com os olhos grudados nas páginas da obra.

Daniel Filho narra com uma naturalidade e destreza admiráveis, a sua rica e espetacular trajetória no ramo televisivo e suas experiências numerosas que fazem os leitores afirmarem a si próprios: “Esse homem já fez tanta coisa! Ele deve ter no mínimo uns 200 anos de idade!”. É sério. Não estou exagerando. Este verdadeiro ícone da televisão brasileira já esteve envolvido em tantas produções e tantas fases da linha do tempo do meio de comunicação mais popular do nosso país que chegamos a ficar boquiabertos quando descobrimos que havia o dedo dele em uma atração na qual nem imaginávamos.

O ponto forte da obra, em minha opinião, são as curiosidades reveladas por ele no decorrer de sua narrativa deliciosa. Não se tratam de curiosidades sistemáticas e listadas, mas sim aquelas que vão se revelando espontaneamente nos catorze capítulos do livro.
Vou dar apenas alguns simples exemplos: você sabia que o projeto do sitcom “Sai de Baixo” foi inicialmente oferecido a Silvio Santos e que ele não deu a menor atenção e nem demonstrou qualquer interesse na proposta de Daniel Filho? Você fazia idéia de que o papel de Aracy Balabanian neste mesmo sitcom seria de Hebe Camargo, caso o patrão S.S. tivesse aprovado o projeto? Outra da Hebe Camargo: você imaginava que na inauguração oficial da televisão brasileira em 18 de setembro de 1950, o hino composto para o ocasião – o “Hino da Televisão” - seria cantado por Hebe Camargo, mas ela preferiu ir namorar e tiveram que colocar a Lolita Rodrigues em seu lugar?


Além destas curiosidades, Daniel Filho também explana sobre as fórmulas (na maioria das vezes imbatíveis) de narrar novelas de mistério, tais como o famigerado “Quem matou?” e ainda os truques e estratégias utilizadas em todas as novelas para prender os telespectadores.
Concluo este post, recomendando imensamente “O Circo Eletrônico” aos leitores e leitoras do “Opinião & Opção” e convidando-os a comentar caso já tenham lido esta obra preciosa e cheia de segredos da nossa televisão. Até breve!

“Nunca um livro brasileiro sobre televisão revelou segredos tão preciosos sobre nossa profissão. Da narrativa franca de experiências pessoais à análise cuidadosa de roteiros de televisão, ‘O Circo Eletrônico' de Daniel Filho é peça imperdível para o grande público e para os estudantes de comunicação”

José Bonifácio de Oliveira Sobrinho (Boni)

P.S.: Ao ler “O Circo Eletrônico” percebemos o tamanho do imbróglio que a TV brasileira infelizmente se tornou (mas como tudo, existem exceções). Quantas saudades dos programas de grande qualidade abordados neste livro... Uma pena!

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

O&O recomenda: "O Turista"

Angelina Jolie e Johnny Depp: Dois dos nomes mais importantes de Hollywood juntos num filme visualmente lindo que, embora não tenha agradado à maioria, continua sendo uma boa opção para ver nos cinemas - ou mesmo na TV. Não sou nenhum crítico, e se é pra ter aquela visão pessimista dos filmes prefiro nunca ser, mas depois de ver O Turista fiquei me perguntando: o que é que o filme tem de errado?


Tudo bem que juntar duas feras do cinema é uma grande jogada de marketing, afinal, por mais que eles não sejam os melhores do ramo, seus rostos arrastam multidões às salas de cinema. Porém, além de reunir a belíssima Jolie e o competente Depp, O Turista traz uma leve história de suspense com a dose certa de humor. Os cenários magníficos e o enredo intrigante completam o pacote, fazendo a sessão valer a pena. Os fãs de Angelina ficarão boquiabertos ao ver a atriz mais linda do que nunca, esbanjando poder a cada gesto e charme a cada troca de figurino. Já os admiradores de Johnny Depp perceberão terão a oportunidade de vê-lo de cara limpa, além de notar alguns toques de Jack Sparrow no personagem...


O Turista mostra uma trama armada pelo criminoso Alexander Pearce em parceria com a bela Elise Ward (Jolie). Para despistar a polícia, Pearce pede a Elise que arranje um homem com o mesmo tipo físico e o faça se passar por ele. Sempre vigiada, e percebendo isso, Elise aborda o pacato professor de matemática Frank Tupelo (Depp), um turista americano de passagem por Veneza. Não resistindo aos encantos da enigmática mulher (e quem resistiria?), Frank mergulha de cabeça nesta relação perigosa. A polícia está na cola dos dois, mas logo descobre que aquele não se trata de Alexander Pearce. Seus inimigos, porém, não sabem disso, e estão convencidos de que Frank é Alexander.

Só mais um motivo para ver "O Turista".
Quem está acostumado com um bom suspense vai ficar ligado em cada dica solta no decorrer do filme, e provavelmente se surpreenderá com o desfecho. No meu caso, foi até simples chegar à solução antes do "the end", mas fiquei intrigado com alguns acontecimentos pra lá de improváveis presentes no filme - que não vale a pena comentar para não estragar o final. Por essas e outras o O&O recomenda O Turista, uma boa opção de entretenimento.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

O&O recomenda: "Os Deuses devem estar Loucos II"

O SBT exibe hoje, no Cinema em Casa, a comédia Os Deuses devem estar Loucos II (The Gods Must Be Crazy II), filme de 1989 que marcou época nos bons tempos da Sessão da Tarde. O longa é uma continuação da comédia homônima de 1980, que mostrava a vida de uma tribo do Kalahari, África, que vivia isolada da civilização. Depois que uma garrafa de Coca-Cola cai de um avião, eles acham que é um presente dos deuses, mas com as confusões que isso causa, decidem devolvê-la aos deuses, escolhendo Xixo, um dos nativos, para realizar a tarefa.


Na sequência de 1989, que será exibida nesta sexta, às 17h30 (horário de Brasília), Xixo (N!Xau) está de volta, agora com seus filhos, Xiri (Eiros) e Xisa (Nadies), que caem dentro de um caminhão de caçadores clandestinos e passam a ser procurados pelo determinado pai. Em paralelo à história dos nativos, se desenrola uma divertida trama envolvendo a advogada americana Anna Taylor (Lena Farugia) e o zoólogo Stephen Marshall (Hans Strydon), que se perdem na perigosa selva africana depois de uma pane no avião.


Os Deuses devem estar Loucos II não é nenhuma super-produção, tem até alguns erros bem evidentes, mas para um filme daquela época, isso é compreensível. Vale destacar as cenas da Dra. Taylor com os animais, e o confronto entre Marshall e um texugo que não larga do seu pé, literalmente falando... Quem já viu o filme há de concordar que esta é uma história muito engraçada e até emocionante que vale a pena ser vista de novo. Quem ainda não viu, dá uma olhada no trailer:


:: Em tempo: O filme já foi lançado no Brasil em DVD, mas infelizmente não vem com a excelente dublagem. Mesmo assim, é uma boa opção para quem curte comédia. Além dos dois filmes da década de 1980, foram produzidos mais três longas da franquia, mas a qualidade e o sucesso não foram os mesmos.

ATUALIZAÇÃO: O filme marcou 6,1 pontos de audiência, dividindo a vice-liderança com a Record e a Band, que ficaram com 6,0, cada.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

"Life on Mars": série chega ao Brasil na TV e em DVD

Exibida no Brasil pelo canal Multishow, da Globosat, a série britânica Life On Mars chegou às lojas nacionais em dois boxes com as duas primeiras temporadas completas. Distribuídos pela LogOn, cada box traz 4 DVDs com o idioma original e legendas em inglês e português.


A série começa em 2006, e conta a história do policial Sam Tyler (Jonh Simm), que depois de ser atropelado enquanto participa de uma investigação criminosa, entra em coma e acorda no ano de 1973. Em meio às diferenças que separam seu mundo do que se encontra agora, o detetive tenta retomar a rotina ao lado de seu seu “novo” parceiro, Gene Hunt, (Philip Glenister), um policial durão que “bate antes de perguntar”. Juntos eles protagonizam cenas de conflitos, suspense e drama com alguns toques de comédia.


:: Curiosidades: Life on Mars foi exibida pelo canal BBC One entre janeiro de 2006 e abril de 2007, totalizando duas temporadas. No mesmo ano que estreou, a produção britânica foi vencedora o Emmy de Melhor Série Dramática. Em 2008, a série ganhou uma versão norte-americana, produzida pela ABC - mais uma prova de que os EUA não são muito receptivos a produtos estrangeiros, mesmo que sejam ingleses. Já em 2009 foi a vez da versão espanhola, nomeada "La Chica de Ayer" ("A Garota de Ontem", em tradução literal) em homenagem a uma canção famosa no país. A propósito: o título inglês da série também homenageia uma música,  a canção "Life on Mars?", de David Bowie.


:: Ashes to Ashes: Em fevereiro de 2008, a BBC One lançou a série Ashes to Ashes, spin-off de Life on Mars. Os eventos agora são voltados para a detetive Alex Drake (Keeley Hawes), que passa pela mesma experiência de Sam Tyler e vai parar na mesma delegacia, só que dessa vez no início dos anos 1980. O título da série também foi baseado em uma canção homônima de David Bowie. Ashes to Ashes, que em livre tradução significa "cinzas por cinzas", ainda não foi lançada no Brasil.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Sherlock Holmes: Noite Tenebrosa


Muita gente aqui já deve ter percebido que eu sou fã de Sherlock Holmes. E é isso mesmo. Essa paixão vem muito antes de Guy Ritchie pensar em levar o detetive para as telonas. Gosto daquele Sherlock dos livros, a criatura fantástica de Arthur Conan Doyle, que apesar de ter suas aventuras escritas e ambientadas no final do século 19, conseguiu agradar ao pré-adolescente que eu era quando tive o primeiro contato. Depois que o detetive ganhou uma nova versão para os cinemas, no final do ano passado (e início de 2010, no Brasil), passou a ser mais conhecido e admirado pelo público. Apesar das notáveis diferenças em relação aos livros, a adaptação feita para o século 21 não tirara o brilho e o valor do personagem, como eu já falei aqui. 

Agora dedico este post a falar sobre outra versão de Sherlock Holmes para o cinema. Neste caso, um filme datado de 1946, com o célebre Basil Rathbone no papel principal. Noite Tenebrosa (Terror by Night) foi um dos últimos filmes em que o ator interpretou o lendário detetive. Assim como o longa estrelado por Robert Downey Jr, este clássico do cinema preto-e-branco não é baseado em nenhum dos livros de Conan Doyle, apesar de trazer algumas referências. Quem acha que Guy Ritchie mudou muita coisa em sua adaptação para as telonas pode se surpreender em ver que um dos filmes da era de ouro do personagem britânico não é lá muito fiel à obra original...

Sinopse: Em "Noite Tenebrosa", Sherlock Holmes é contratado para transportar em segurança o diamante Estrela da Rodésia, uma jóia rara e valiosíssima. Durante a viagem de trem (que perdura por todo o filme), um assassinato leva vários passageiros a se tornarem suspeitos. O motivo para tal crime não é outro: a preciosa gema é roubada. Ao lado de Watson e do inspetor Lestrade, Holmes investiga este e outros assassinatos, que ocorrem enquanto o trem está em movimento. Todos são suspeitos, mas a impressionante capacidade dedutiva do detetive o leva à grande revelação, seguida de uma empolgante reviravolta no final da história.

:: Opinião

Com apenas uma hora de duração, a história é basicamente um "quem matou/roubou?", onde todos os personagens secundários são suspeitos. Nos dias de hoje o enredo pode parecer um tanto previsível - eu, por exemplo, já suspeitava do verdadeiro criminoso antes da metade do longa - mas vale a pena conferir por ser um clássico do cinema. Pra quem gosta de suspense com algumas doses de humor, é um prato cheio.

:: Curiosidades

.: Entre as características que afastam o filme da obra de Conan Doyle está o período em que a história se passa. Enquanto nos livros Holmes vive durante a Era Vitoriana, o filme parece mostrar o personagem nos dias "atuais", quer dizer, por volta da década de 1940. Pelo menos nisso o filme de Ritchie foi coerente...

.: Outro ponto que me chamou atenção foi a caracterização do Dr. Watson, melhor amigo e companheiro de investigações de Sherlock Holmes. O médico é apresentado como um homem gordo e velho, além de limitado intelectualmente (pra não dizer burro). O Watson ingênuo e incapaz de Nigel Bruce está um tanto distante do bem disposto aprendiz de detetive dos livros de Doyle. Este, aliás, é um erro repetido em várias outras adaptações. Não sei o motivo de insistirem tanto em mostrar Watson como um velho gordo, se nos livros ele é descrito como algo bem próximo do personagem retratado por Jude Law no filme mais recente.


.: O filme se destaca, porém, pela semelhança entre o personagem principal e o que está nos livros. O Holmes de Basil Rathbone é bem mais parecido com o original do que a "caricatura" de Robert Downey Jr. Outro fator interessante é a referência ao personagem Sebastian Moran, que também aparece nos livros, como o segundo maior criminoso da Inglaterra (depois do Prof. Moriarty, é claro).

.: Com roteiro de Frank Gruber e direção de Roy William Neill, a história possui alguns traços dos contos "The Disappearance of Lady Frances Carfax" e "The Adventure of the Blue Carbuncle".

.: Neste filme o ator Basil Rathbone pronuncia uma frase que se tornou marca registrada de Sherlock Holmes: "Elementar, meu caro Watson". Curiosamente, a expressão nunca foi dita pelo personagem nos escritos originais de Sir Arthur Conan Doyle.

:: Do P&B ao DVD

Lançado em 1946, "Noite Tenebrosa" chegou aos cinemas em preto-e-branco. Há alguns anos, porém, o filme passou pelo processo de restauração e colorização digital. Eu nunca tinha passado pela experiência de ver um filme colorido digitalmente e, particularmente, posso dizer que o resultado não é muito animador.

É claro que com o tempo você se acostuma com a imagem envelhecida, mas é um pouco estranho de início dar de cara com cenas quase monocromáticas. Quero dizer, se você comparar a pele de cada personagem, praticamente não notará variação de cor. O mesmo se dá com os ambientes; eu mesmo não notei as cores azul e vermelho nos cenários. Predominam os tons pastel, verde e amarelo. Mas isso não é problema, pois a edição em DVD da NBO (a qual eu adquiri recentemente) traz ainda a versão original em preto-e-branco, tão bem restaurada quanto a primeira.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

"Mestres do Riso" estreia neste sábado na TV Cultura

A TV Cultura está passando por um processo de renovação. Quem acompanha a programação da emissora já percebeu que até nas chamadas se anuncia a nova fase da emissora: "Está surgindo uma TV diferente". Programas como Roda Viva e Metrópolis já ganharam cara nova - o primeiro ganhou a mediação de Marília Gabriela, e o segundo, a volta de Cadão Volpato. Infelizmente, com as novidades também vêm más notícias: alguns programas podem sair do ar, entre eles o bonzinho Login e o excelentíssimo Vitrine. Mas nada 100% confirmado...

A novidade da vez na tela da Cultura é a estreia de Mestres do Riso, que ocorre neste sábado, às 18 horas. O programa na realidade é uma sessão de filmes, que em seus primeiros episódios trará curtas e média-metragens estrelados por Charles Chaplin. Aliás, tenho que dizer que mais recentemente me tornei fã do ator e cineasta, depois de assistir a apenas dois de seus filmes de maior sucesso, "Tempos Modernos" e "Luzes na Cidade". Em breve pretendo adquirir - caso encontre - a filmografia de Chaplin, que se apresentou para mim como algo fenomenal, apesar de simples e antigo.

Mas voltando ao assunto... no primeiro episódio de Mestres do Riso, serão exibidos os filmes "O Bombeiro" (The Fireman, 1916) e "Carlitos Marinheiro" (Sshanghaied, 1915), onde Chaplin interpreta seu mais famoso personagem, Carlitos, mais conhecido como "o vagabundo".

Então, está dado o recado: se você só conhece Charles Chaplin das frases tocantes que recebe por e-mail, dê uma chance ao seu lado ator, diretor, roteirista... e prestigie sua obra. Tenho certeza de que não vamos nos arrepender! 

:: Para quem não dá valor apenas ao som, às cores e à alta tecnologia do cinema, aí está a programação disponibilizada pela TV Cultura: 
  • Dia 25/9: O Bombeiro; Carlitos Marinheiro;
  • Dia 2/10: Corridas de Automóveis para Meninos; Seu Novo Emprego; Carlitos Patinador;
  • Dia 9/10: Carlitos Faceiro; Carlitos a Beira-mar; Carlitos Repórter; Carlitos no Teatro;
  • Dia 16/10: O Gás Hilariante; Que Farra!; Carlitos em Apuros.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Série "Wallander" é lançada no Brasil

A premiada série britânica Wallander está chegando ao Brasil em um box com 3 DVDs, lançado pela Log On Editora Multimídia. Ganhadora dos importantes prêmios BAFTA (2009, por melhor série) e Broadcasting Press Guild (2009, por melhor ator), a produção da BBC é baseada nos livros de Henning Mankell, autor de best-sellers com mais de 25 milhões de exemplares vendidos.


O drama policial gira em torno do detetive Kurt Wallander, vivido por Kenneth Branagh (indicado ao Emmy Awards 2009 e Globo de Ouro 2010 na categoria Melhor Ator em Minissérie ou Filme para TV ). Cenas chocantes, crimes e assassinatos quase perfeitos transportam o telespectador para dentro da mente brilhante e determinada do personagem principal, que conta com uma competente equipe, formada por Anne-Britt Hoglund (Sarah Smart), Svedberg (Tom Beard) e Martinsson (Tom Hiddleston). A equipe é supervisionada por Lisa Holgersson (Sadie Shimmin), chefe de polícia de Ystad, onde tudo se passa. Fora da delegacia, Wallander tem uma relação tempestuosa com sua filha, Linda (Jeany Spark), e seu pai, Povel (David Warner), que sofre de Alzheimer.


A série já teve seis episódios produzidos, totalizando duas temporadas, mas o box traz apenas a primeira temporada, formada por três episódios (um em cada disco), com cerca de 90 minutos cada. Filmados inteiramente na Suécia, "Sem saída" (Sidetracked), "Firewall" (Firewall) e "Um passo atrás" (One Step Behind) foram exibidos na TV inglesa BBC One entre novembro e dezembro de 2008.


A franquia Wallander, que inclui livros, filmes e esta série mais recente, é sucesso na Europa há mais de 10 anos. A série da BBC já foi vendida para 14 países, incluindo a França, o Canadá e os Estados Unidos, onde foi exibida pela PBS. Rumores indicam que uma terceira temporada da série já foi confirmada, desta vez com seis episódios, incluindo três novos roteiros que não são adaptações da obra de Henning Mankell.

:: Comentário: Infelizmente, a série nunca chegou a ser exibida na TV brasileira, assim como acontece com várias outras produções internacionais. Mesmo com a qualidade da BBC, parece que séries britânicas (e qualquer outra não-estadunidense) não atraem a atenção dos executivos de TV. O exemplo pode ser visto com o que as TVs americanas - bem como os estúdios de cinema - fazem com os títulos estrangeiros que começam a fazer sucesso: ao invés de valorizar, lançam sua própria versão. Nosso único consolo é que ainda temos a chance de acompanhá-las por DVD.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Documentário "Nosso Futuro" chega em DVD ao Brasilsil

A Log On, uma das principais editoras multimídia do país, lança no Brasil uma nova versão da maior produção da BBC: Planeta Terra, o mundo como você nunca viu. Agora em DVDs individuais, a série de documentários da TV inglesa chega em discos individuais, divididos por temas. Entre as produções estão quatro relançamentos: Montanhas - de Pólo a Pólo – Água Doce, Cavernas – Desertos – Terras Geladas, Grandes Planícies - Selvas - Mar Raso e Grandes Oceanos - Florestas Sazonais. Mas a grande novidade é o lançamento do documentário Nosso Futuro, inédito no Brasil.

Como o tema sugere, esta parte da série expõe a ameaça aos recursos naturais e os riscos que isso traz ao nosso planeta. Dividido em três episódios, há discussão sobre a preservação dos animais, das áreas com pequena ou nenhuma população humana e a proposta de estratégias de desenvolvimento sustentável para o meio ambiente, como investimento em preservação ambiental, em vez de material de guerra.
O DVD Montanhas - de Pólo a Pólo – Água Doce transmite o delimitar de estações, migrações, cadeias alimentares, além do magma que forma montanhas e do poder das águas doces ao passar por gargantas, cânions e cataratas. Os episódios Cavernas – Desertos – Terras Geladas revelam surpresas fascinantes. O despertar para a vida na noite do deserto ou até mesmo os cenários, climas e espécies que convivem em belas regiões.
Imagens capturadas em Grandes Planícies - Selva - Mar Raso mostra como se comportam os animais e a vegetação nas vastas planícies terrestres, a vida nas selvas e mergulha no mar raso para que o telespectador conheça a rica vida aquática do planeta. Grandes Oceanos - Florestas Sazonais documenta a realidade nos mares que cobrem metade da superfície terrestre. Também descreve as surpreendentes transformações da natureza nas áreas mais extensas da Terra, as florestas sazonais.

Indicado a 4 prêmios Royal Television Society Craft & Design Awards e a 3 prêmios BAFTA, a série de documentários levou cerca de cinco anos para ser concluída. Co-produzida pela BBC, Discovery Channel e NHK, em associação com a CBC, é considerada a mais completa pesquisa feita sobre a natureza, pois revela um olhar definitivo e emocionante sobre a diversidade na Terra. A aridez dos desertos e seus oásis, a abundância de água nos oceanos, a fartura de alimento nas florestas: nenhuma parte do globo ficou de fora desta cobertura sobre a vida na terrestre.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Festival Nacional

A Globo exibe a partir desta quarta-feira, 9, o Festival Nacional, que trará títulos produzidos aqui mesmo, com relativo sucesso nos cinemas. O motivo dessa exibição especial é a Copa do Mundo: com a competição de futebol entre países, os campeonatos regionais e nacionais ficam parados, então não há nada melhor que exibir às quartas-feiras do que filmes.

Para começar, a Globo selecionou o filme O Casamento de Romeu e Julieta, que gira justamente em torno do futebol. O longa, estrelado por Marco Rica e Luana Piovani, conta a hisória de um casal que se ama, mas um odeia o time do outro. É Palmeiras x Corinthians. Eu já assisti e, apesar de achar que exagera nos palavrões (como a maioria dos filmes nacionais), recomendo a quem gosta de comédia romântica.

Os próximos a pintar na sessão verde e amarela são: Trair e Coçar é Só Começar (excelente comédia com Adriana Esteves); Saneamento Básico: O Filme (com Lázaro Ramos e grande elenco); Verônica (esrelado por Andréa Beltrão) e Meu Nome não é Johnny (com Selton Mello e Cleo Pires). Vale a pena aproveitar o clima de torcida pela seleção para conferir estas boas produções brazucas.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

"Alice no País das Maravilhas" no SBT - não foi dessa vez...

Mas calma, que eu não estou falando do filme de Tim Burton, que ainda está em cartaz nos cinemas - e só deve ser exibido pela Globo, lá pra 2014... O filme que o SBT exibiria (mais detalhes na atualização, abaixo) nesta quinta-feira, 03, no Cinema em Casa, é uma versão para televisão, produzida pela Hallmark em 1999. Dirigida por Nick Willing, Alice no País das Maravilhas foi uma série em dois episódios, exibida na TV americana.

A história é basicamente a mesma, só que esta é uma versão mais moderna, com menos efeitos especiais e aparentemente um pouquinho mais de roteiro. O elenco não deixa nada a desejar: Ben Kingsley (Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo) é o Major Lagarta, Christopher Loyd (De Volta para o Futuro) interpreta o Cavaleiro Branco, Martin Short (Um Passe de Mágica) faz o papel do extravagante Chapeleiro. O filme ainda traz Whoopi Goldberg como o Gato de Cheshire, além de Miranda Richardson como a Rainha de Copas, entre outros: Gene Wilder, Robbie Coltrane, Pete Postlethwaite, , Peter Ustinov, George Wendt, Tina Majorino, Ken Dodd, Jason Flemyng, Sheila Hancock e Simon Russell Beale.

Esta versão da obra de Lewis Carrol foi vencedora do prêmio Emmy de Melhor Trilha Sonora (Trilha Dramática), Melhor Figurino, Melhor Maquiagem, Melhor Efeitos Visuais, além de ter sido indicado a Melhor Direção de Arte - todos na categoria Minissérie ou Filme.

Confira abaixo o trailer da produção, que apresenta os personagens e algumas cenas do filme:
Eu nunca assisti ao filme - na realidade, nem sabia de sua existência. Mas se for realmente bom e se a emissora souber usar, pode se tornar um clássico do Cinema em Casa...

:: Em tempo: A sessão vespertina de filmes do SBT veio bem programada para essa semana. Nesta segunda, o Cinema em Casa exibiu o nostálgico Convenção das Bruxas, com Anjelica Houston, e ainda trará o clássico trash Christine, o Carro Assassino, na terça; Scooby-Doo: Piratas à Vista, na quarta e na sexta-feira: A Fantástica Fábrica de Chocolate (a versão clássica, de 1971).

ATUALIZAÇÃO: O SBT substituiu a exibição de "Alice no País das Maravilhas" pelo híbrido Looney Tunes: de volta à ação. Talvez pensem que a aventura envolvendo Pernalonga e seus amigos seja mais atrativa para um feriado... Então tá.
Aproveite para relembrar o especial "Ontem e Hoje", sobre as adaptações de Alice através do tempo:

segunda-feira, 10 de maio de 2010

SBT resgata clássico da Sessão da Tarde

Está programado para ser exibido neste sábado, a partir das 14h15, um filme que há muito tempo não dá as caras na telinha. Concebida e produzida por Steven Spielberg, esta aventura nostálgica fez a alegria de crianças e adultos na década de 1990, quando era exibida constantemente nas tardes da Rede Globo. Os mais novinhos talvez não saibam do que estou falando, mas quem tiver de 18 pra lá deve se lembrar deste clássico da Sessão da Tarde: Os Goonies.

Pra quem não conhece a história (ou não lembra muito bem) aí vai a sinopse:

Um grupo de garotos conhecidos como "Os Goonies" planeja uma festa de despedida de seu bairro, que deve ser vendido para a construção de prédios. Mas tudo pode mudar quando eles encontram um misterioso mapa que leva ao tesouro do pirata Willie Caolho. Assim, Mikey, Brand, Bocão, Dado e Gordo partem em busca da salvação do bairro, seguidos por Andy e Stef. Entre cavernas e trilhas subterrâneas, o grupo de amigos enfrenta inúmeros obstáculos e armadilhas preparados pelo lendário pirata. Mas pior que isso, eles terão de enfrentar a perigosa família Fratelli, que pretende roubar o tesouro a qualquer custo.

No elenco: Sean Astin, Jeff Cohen, Josh Brolin, Kerry Green, Corey Feldman, Jonathan Ke Quan, Martha Plimpton, Anna Ramsey, Robert Davi, entre outros.

Dirigido por Richard Donner e lançado em 1985, o filme surgiu de uma ideia de Steven Spielberg, que foi roteirizada por Chris Columbus. O sucesso ao longo dos anos foi tanto que até uma continuação e uma série de animação foram cogitadas, mas nunca saíram do papel.

No Brasil, o único DVD lançado não possui áudio em português - o que é uma pena, já que a dublagem (que inclui nomes como Selton e Danton Mello, Marisa Leal e Oberdan Jr.) é ótima.

:: A bola da vez

O SBT teve uma boa ideia ao colocar filmes clássicos em sua sessão de sábado. Na última exibição do Sabadocine, por exemplo, a comédia Loucademia de Polícia, que entrou no ar por volta das 16 horas, alcançou boa audiência. Apesar de passar por alguns cortes para obter liberação para o horário, a exibição do longa teve uma ótima repercussão, ocupando por um bom tempo um espaço nos Trending Topics (termos mais digitados) do Twitter. Vamos torcer para que mais produções nostálgicas saiam do baú!

E neste sábado, além do classicão Os Goonies, a emissora exibirá também o filme de 1996 Alaska - Uma Aventura Inacreditável.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Opinião: Alice no País das Maravilhas


Depois de tanta espera, finalmente chegou aos cinemas brasileiros o longa Alice no País das Maravilhas, nova superprodução dos estúdios Disney. Misturando atores reais com animação computadorizada e um visual fantástico, o filme repete a parceria de sucesso entre o consagrado ator Johnny Depp e o excêntrico diretor Tim Burton - além de sua esposa, a talentosa Helena Bonham Carter.

Quase 60 anos separam a famosa adaptação de Walt Disney da nova versão do clássico de Lewis Carrol. Com o passar do tempo, e o surgimento de novas tecnologias, o público ficou sedento pela continuação da história que começou quando a menina tinha apenas 7 anos. A possibilidade de um retorno àquele curioso país, somado aos nomes que reforçam tanto o elenco como a direção foram fatores chave para aumentar ainda mais a expectativa.

Então o filme estreia. As primeiras impressões, vindas dos críticos americanos, não são tão animadoras como se esperava. O público se preocupa, até que chega a vez dos cinemas brasileiros. A maioria se diz decepcionada com a história. Eu - que não tenho por hábito fazer isso antes de assistir a um filme - decido ler algumas críticas para saber o porquê das reclamações. Minhas expectativas vão lá pra baixo, começo a ficar com o pé atrás, em dúvidas se vale mesmo a pena assistir ao filme - e mais: se vale a pena pagar mais caro para ver em 3D!

Decidido: Nesta segunda-feira juntei uns amigos e fomos ver o filme. Já que tinha esperado tanto, não me sentiria bem se simplesmente tivesse desistido por causa da opinião dos outros. Então pronto, lá estava eu, praticamente sem esperanças, apenas esperando uma grande decepção, depois de tantos comentários negativos...

Daí começa o filme, e o que vejo? Um prólogo interessante, onde somos apresentados a uma Alice (Mia Wasikowska) mais velha - já que se passaram 13 anos - em meio a uma sociedade fútil, na qual ela não consegue se encaixar muito bem. Alguns personagens e situações remetem ao país que há anos habita os sonhos (ou pesadelos) da jovem, que está prestes a ser pedida em casamento. E é fugindo de seu triste destino que a ainda curiosa Alice parte para o País das Maravilhas. Ela não lembra que já estivera lá, mas todas aquelas conhecidas e estranhas criaturas estão esperando sua chegada, para enfim ocorrer o cumprimento de uma tal profecia. Não vou entrar em mais detalhes para que você veja tudo com seus próprios olhos...

O filme é um espetáculo visual, sombrio e exagerado na dose certa, típico de Tim Burton. Sobre os efeitos, não há o que falar - é tudo muito caprichado. Prova disso são os personagens virtuais, como o gato risonho, o coelho branco e a lebre maluca, entre outros. Confesso que o que me incomodou visualmente foi a maquiagem de certos personagens - para ser mais específico: o Chapeleiro Maluco (Johnny Depp) é surreal demais com aqueles olhos verdes contrastando com as olheiras rosadas e cabelos laranjas, e a Rainha Branca (Anne Hathaway) perde a "candura" que deveria ter com seus lábios e sobrancelhas tão escuros. Quanto a Alice, que é pálida como uma cadáver, não tem nem como reclamar, já que este é outro traço marcante do diretor, responsável por tramas "funéreas" como "O Estranho Mundo de Jack" e "Sweeney Todd: o Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet".

A dublagem não foi das melhores, apesar dos excelentes profissionais envolvidos. Parece que não souberam escolher as vozes adequadas - como exemplo cito as dubladoras da Rainha Vermelha (que poderia ser trocada com a Branca) e de Alice (que deveria ter uma voz menos infantil). A voz do Chapeleiro estava perfeita (apesar de não ser o dublador tradicional de Johnny Depp), mas o que incomodou um pouco foi aquela língua pegada - característica que já estava presente no clássico Disney.

Agora falando sobre a história: tudo bem que não chegou a ser ruim, como alguns comentaram - eu particularmente não me decepcionei - mas poderia ser melhor. Como uma continuação que é, e não tem como dizer o contrário, Alice foi um tanto "infiel" à animação da década de 1950. Mesmo que digam que é uma livre adaptação dos dois livros de Carrol, isso não justifica, pois a história conhecida pelo grande público é a versão de Disney. Na minha opinião, poderiam ter explorado melhor alguns personagens, deixando a protagonista um pouco mais livre para conhecer as maravilhas do país, ou Mundo Subterrâneo... O que ficou chato pra mim - e você vai entender se assistir - foi a repetição de explicações, de nomes de personagens e a aparente tentativa de deixar tudo muito sério - acho que isso não colou muito.

Alice também tem suas lições de moral - aliás, não seria um filme Disney se não fosse assim. Entre outras coisas, o longa como que "defende" a loucura, por meio de personagens como o Chapeleiro e a própria Alice. A Rainha Branca, com seus trejeitos extremamente delicados, é evidentemente uma crítica àqueles que, de tão "bonzinhos", chegam a ser irritantes. Confesso que em dados momentos cheguei a preferir a malvada Rainha Vermelha (Helena Bonham Carter), muito mais enérgica do que sua irmãzinha. Há também uma mensagem principal, que Alice leva para sua vida real, mas pra que contar se você mesmo pode descobrir?!

Fazendo um resumo da ópera, Alice no País das Maravilhas é um bom filme. Acho que merece uma nota 8,5. Eu indico, mas já aviso que não deve ir com muitas expectativas. É bem melhor deixar para ser surpreendido. E se por acaso não gostar - coisa que eu duvido -, pense que esta foi uma oportunidade de ver que o desenho clássico de Walt Disney, este sim é uma maravilha.

Aproveite para relembrar o especial "Ontem e Hoje", sobre as adaptações de Alice através do tempo:

domingo, 11 de abril de 2010

Não recomendo

Acho que esta é a primeira vez que faço um post desse tipo. Ao invés de indicar, dessa vez venho alertá-los sobre um filme que será exibido hoje na Globo. Trata-se de NORBIT, a segunda escolha da Tela Quente 2010 - que já começou com o fraco mas não tão insuportável Homem-Aranha 3.

O problema desta produção, protagonizada por Eddie Murphy (que faz três papéis, incluindo o lerdo Norbit e a pervertida Rasputia), é o mesmo de outras do gênero: apela para escatologias e piadas de baixo nível com o fim de arrancar risos dos espectadores. O filme bebe da mesma fonte de O Pequenino e As Branquelas - este último até "assistível" -, e talvez por isso seja garantia de audiência fácil. Além disso, acrescenta ao currículo do ator principal mais um papel onde ele aparece totalmente caracterizado, bem ao estilo Professor Aloprado. Aliás, a gorducha vivida por ele deve ser parente distante da famíla Klump... até nos modos ela é parecida.

Sinopse: Norbit é um homem delicado que se casa com uma terrível mulher, chamada Rasputia. No trabalho, além de conviver com a direção da mulher, também é obrigado a aguentar amolações de seus cunhados (Terry Crews e Lester Speight). A vida de Norbit só ganha novo sentido ao encontrar Kate (Thandie Newton), um grande amor do passado que quer comprar o antigo orfanato do Sr. Wong (Eddie Murphy), onde ambos cresceram.

O elenco traz figuras já conhecidas do público brasileiro, como Terry Crews (Latrel, de "As Branquelas" e Julius, pai do Chris, de "Todo Mundo Odeia o Chris"), Lester Speight (Calvin, de "Eu, a Patroa e as Crianças"), Cuba Gooding Jr. (dispensa apresentações) e Thandie Newton (a filha do presidente em "2012" e a ex-esposa de Will Smith em "A Procura da Felicidade"), além do próprio Eddie Murphy (que há anos não acerta no cinema, fora da franquia "Shrek").

Agora que você já sabe mais sobre Norbit, sub-intitulado "Uma comédia de peso", escolha a melhor opção: assisti-lo ou não. Mas depois não diga que eu não avisei...

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Seu Barriga e Kiko no Programa do Ratinho!

Os dias 22 e 23 de abril prometem entrar para a história do SBT. É que o Programa do Ratinho, exibido atualmente a partir das 18h00, receberá no palco os atores Carlos Villagrán e Edgar Vivar, intérpretes dos personagens Kiko e Seu Barriga, respectivamente. A informação foi postada por Vanessa Guzzo, produtora do programa, em seu Twitter (@Vanessa_Guzzo).

Os artistas mexicanos passarão pelo Brasil para participar da segunda edição do Festival da Boa Vizinhança, grande evento realizado em São Paulo por fãs do seriado Chaves. O Festival acontece dia 24, e contará com a presença de dubladores e fãs do universo criado por Roberto Bolaños, o Chespirito. Os ingressos já estão à venda, e custam de R$ 20 a R$ 40.

:: Dica: Para mais informações sobre o evento, vale a pena acessar o Blogaritmox.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

"Oliver Twist" chega ao Brasil em DVD duplo

Depois de diversas adaptações para TV e cinema, incluindo uma longa-metragem assinado por Roman Polansky (O Pianista), chega em DVD duplo às lojas brasileiras Oliver Twist, numa montagem épica produzida pela BBC. A série, originalmente exibida em 5 episódios na TV britânica em 2007, reconta a clássica história escrita por Charles Dickens, e publicada inicialmente entre 1837 e 1839.


:: Sinopse: Oliver Twist (William Miller) é um garoto de 10 anos, que foi criado num abrigo no interior da Inglaterra Pré-Vitoriana, após a morte de sua mãe. Sempre passando por maus-tratos e dificuldades, o jovem não se deixa abater, mas segue sempre corajoso, rumo a Londres. Na capital britânica, Oliver é bem recebido por um grupo de pequenos delinquentes, comandados pelo velho e avarento Fagin (Timothy Spall, que também atua na franquia Harry Potter).

A corrupção que assola a sociedade britânica da época não é capaz de envolver o órfão. Mesmo com a tentativa de ladrões em convencer o protagonista a participar de um assalto, Oliver, que tem boa índole, não sucumbe. Tal atitude cria boas oportunidades para o garoto, que enxerga numa pequena família a oportunidade de ter sua vida transformada...


:: Características: A produção se destaca por dar um toque contemporâneo ao texto clássico, com situações adaptadas para trazer um sentido mais claro à trama. Os dois DVDs trazem, além de quase três horas de arte, vários minutos de making of. Atores, produtores e vários profissionais envolvidos falam sobre a adaptação da história e de todo o processo que a levou a ser o que é. Tanto capricho fez a série ganhar três indicações ao BAFTA (British Academy Television Awards), o Oscar da TV britânica.

:: Trailer: Confira abaixo o vídeo de lançamento:
:: Opinião: Um dos grandes atrativos nesta obra é, além da belíssima história, a trilha sonora - um belo presente que vai dos créditos iniciais até o "the end". O elenco também é muito bom, com destaque para Timothy Spall, que dá ao seu personagem um ar intrigante e ao mesmo tempo acolhedor, deixando no ar a questão: ele é mocinho ou vilão? Os intérpretes do casal Sikes também são ótimos - Bill, (Tom Hardy) com toda sua rudeza, e Nancy, (Sophie Okonedo) sempre cuidadosa e prestativa, são conduzidos de uma forma que desperta os sentimentos do público - sejam eles ódio ou compaixão...

De um jeito cômico e muitas vezes dramático, as dificuldades vividas por Oliver dão caminhos para o desenvolvimento da história, que tem a dose certa de aventura, suspense e o principal, emoção.
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